Pedras nos rins e coração.

16/01/2013 19:25

 

Evitar produtos com muito sódio é um conselho permanente para evitar diferentes problemas de saúde e aqui já falei várias vezes sobre o efeito, por exemplo, sobre a pressão arterial. Mas entre outras consequências de sua ingestão estão as consequências para os rins. Junto com os alimentos gordurosos, industrializados e ricos em cálcio compõe os fatores de riscos causadores das famosas “pedras nos rins”.

É uma doença relativamente comum, mas que alguns cuidados podem contribuir para evita-la. Basta lembrar que dor que a pedra nos rins provoca, dizem aqueles que já tiveram, é comparável à do parto, embora na maior parte das vezes sejam os homens os afetados, na proporção de uma mulher para cada três homens.

A prevenção é fundamental e ela passa diretamente pelos hábitos alimentares e de manutenção física. Pode começar com a ingestão moderada de alguns produtos considerados potenciais causadores da doença, em função de serem concentradores de ácido úrico, um dos maiores contribuintes para o mal. Entre eles estão a castanha do Pará, o amendoim e o camarão. Vale lembrar que as pessoas obesas estão entre as de maior risco.

Existem diferentes “receitas alternativas” para solução do problema, algumas delas com os mais variados chás. Não há, no entanto, evidência de da eficácia. O que é importante mesmo é a ingestão de água. Não vale também a desculpa para beber cerveja, pois, embora tenha água, contém álcool, elemento que contribui para formação dos cálculos renais.

O quanto antes pensar na saúde dos rins, melhor. Afinal todos conhecemos os problemas que o órgão pode acarretar. Um estudo apresentado no ano passado durante o Congresso Americano de Urologia, por exemplo, indicou que quem tem cálculos renais, tem o risco de desenvolver problemas cardiovasculares aumentado em 31%. Uma explicação apresentada pelos pesquisadores seria a de que as pessoas teria, tendência de acumular os cristais de sódio também nas artérias.

O estudo acompanhou mais de 15 mil pacientes ao longo de nove anos. Os autores não apresentaram relações conclusivas e definitivas, mas o que importa é a evidencia do risco.

Portanto, recomendo a prevenção para uma melhor qualidade de vida.

 

 

Fonte: http://jblog.jb.com.br/asuasaude/2012/09/05/pedras-nos-rins-e-coracao/          Acesso em:16/01/13.